A força que vem de dentro

highperformanceAparentemente, não há nada a que o ser humano se proponha fazer que não consiga alcançar.

Não existe nada mais forte do que a vontade e a determinação de realizarmos algo por que tanto ansiamos.

Acontece, que a vida, ao contrário do que supúnhamos, não é uma linha recta: quantas vezes achámos, lá nos primórdios da nossa existência, quando ainda éramos crianças ou adolescentes, que havia certezas de como faríamos as coisas. Nascer, crescer, estudar, trabalhar, casar, ter filhos, reformar e morrer.

Com muitas coisas pelo meio, claro, mas esta para nós seria a lei natural da vida, certo? E não existe nada de mal nisso. A educação, a cultura, a família, a sociedade assim nos moldaram.

Mas os percursos têm uma tendência para fazer desvios inesperados e quase sempre, a vida coloca-te à prova. Quando tu não te propões experimentar algo que, na realidade faz parte do teu percurso mas lutas contra ele, a vida obriga-te e dá-te um empurrão. Aprendes a bem ou a mal.

Onde encontramos maior dificuldade nestes processos de aprendizagem da vida é a resistência a eles. O facto de resistirmos constantemente à mudança gera uma força contraproducente que nos impede de evoluir.

Ora, a aprendizagem deveria passar por um aquietar dos ruídos exteriores para nos centrarmos fortemente no que realmente é essencial para nós.

Eliminar o barulho das luzes, o que para nós na realidade apenas aparenta ser vital mas que na realidade não é.

Um exemplo flagrante é a falta de coerência que revelamos na tomada de certas decisões.

Queremos aquilo mas não queremos abrir mão disto.

Queremos tudo. Querer. O tempo todo.

Costumo fazer sempre a comparação com um atleta que quer alcançar o pódio, mas não quer abdicar de hábitos que sabem ser prejudiciais para a sua performance.

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Se na vida de todos os dias pensássemos assim, ao tomarmos decisões importantes, de certo chegaríamos com mais leveza onde pretendemos.

A nossa força maior é decidir de uma vez o que não queremos de todo para abrirmos caminho ao que nos chega de livre vontade.

O não querer gera uma leveza para construir, realizar, receber de formas que levam a mudanças transformadoras.

Não querer num sentido de abdicar, não de negligência ou passividade. O não querer fazer nada ou a inércia de carácter é o antípoda da realização e do crescimento.

E a cada um o seu percurso. A cada um a sua vontade.

Uma das coisas mais importantes que aprendi com o meu Mestre e com a experiência de vida (vulgo, «erros cometidos, virtudes adquiridas» 🙂 )foi a sentir sempre que a liberdade é o nosso bem mais precioso e sempre que a liberdade se confrontar com a disciplina, optar sempre pela Liberdade.

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