Existo, também porque treino

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Não adianta muito treinar com afinco, aprimorar os conceitos e as técnicas e não as colocar em acção, a nosso favor, nos desafios do quotidiano.

Parece-me que muitas vezes as pessoas procuram resultados milagrosos.

Alguma resposta que resolva todas as suas questões em detrimento de uma certa coerência e até racionalidade do porquê daquilo a que se propõem fazer.

É certo que praticar ou dedicar-se ao nosso método de treino, ou qualquer outro duas vezes por semana, naquela hora que reserva para o fazer, é muito melhor do que não o fazer de todo ou nem sequer tentar.

Mas mais certo ainda é que as técnicas e os conceitos só fazem sentido se aplicados naquilo que realmente nos faz duvidar da nossa capacidade de os enfrentar.

Por exemplo, é nas relações interpessoais no trabalho, na família e com os amigos que verificamos como anda a nossa gestão emocional. É na capacidade de raciocínio e criatividade que testamos o verdadeiro poder da nossa mente. É na entrega que colocamos e na determinação em chegar mais além num objectivo que a nossa energia é posta à prova.

Então a dedicação ao treino, ela só faz sentido se aplicarmos a respiração consciente, a mentalização adequada e até o tom de voz que não vai antagonizar ninguém ao omitirmos uma opinião.

A força (em sentido lato: determinação, realização, capacidade de agarrar um projecto ou até mesmo a força para escalar uma montanha) certa é apenas uma questão de gestão.

É a globalidade dessa consciência expandida que difere o nosso método de treino de qualquer outro: é que não se trata apenas do corpo físico que se sublima. É o corpo global: físico – mais denso, energético – mais subtil, emocional – mais à flor da pele, mental – mais intuitivo.

É aliar a força física a tudo o resto, do qual não temos muita consciência no momento dessas solicitação, no dia-a-dia: quando nos insultam na fila de trânsito, quando o parceiro dá atenção a alguém e não a nós, quando o colega de trabalho tenta pisar-te para subir na empresa, quando a nossa saúde não está no seu pico de forma, quando percebemos que temos de abdicar de algo e o nosso ego não deixa.

É saber dar a volta. Contornar. Ou então enfrentar, resolver. Sem criar atrito.

De forma limpa e coesa.

Porque, na realidade o que nos define não é tanto o que fazemos, mas a forma como reagimos ao que nos fazem que nos vai catapultar do comum para o mais consciente.

Ser mais consciente é apenas uma questão de atitude perante o que aprendemos. Aplicar o treino no quotidiano é treino em movimento, é treino que não acaba, é saber que não existe fim para algo que só queremos que cresça. Como nós. Connosco. Sempre.

Saber que treino, logo existo. E que existo, também porque treino. 🙂

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