Ser criativo

Yoga_highperformance

Ainda com base no artigo anterior, alguns contornos sobre o processo criativo ficaram latentes na minha cabeça.

Todos os dias me vejo rodeada de gente criativa, interessante e com vidas ou profissões altamente exigentes.

Algumas dessas pessoas vêem a criatividade como uma actividade relativamente não estruturada de saltar de ideia em ideia até se deparar com a ideia certa. Embora isto funcione para algumas pessoas, muitas situações da vida real requerem uma abordagem mais estruturada.

A liberdade para experimentar é essencial para a criatividade, como também alguma disciplina para assegurar objectividade e consistência.

Seja qual for o nível de estruturação adoptado, o processo criativo fundamenta-se em três princípios: Atenção, Fuga e Movimento. O primeiro princípio diz: concentre-se na situação ou problema; o segundo: escape do pensamento convencional; o terceiro: dê vazão à sua imaginação. Estas três acções mentais formam uma estrutura integrada em que se baseiam todos os métodos de pensamento criativo. As diferenças entre os diversos métodos encontrados na literatura especializada estão no ênfase dado a cada um destes princípios e nas ferramentas usadas. As definições destes três princípios são parcialmente inspiradas no trabalho de Paul E. Plsek – criatividade direccionada.

No entanto, este esquema do processo criativo em nada terá efeitos práticos se não usarmos o poder que a nossa mente encerra.

Para o desvendar, um dos melhores recursos é sem dúvida a concentração, ou meditação para aquietar o turbilhão mental.

Com um pouco de estrutura, um processo que poderia ser desordenado e caótico, porque se alimenta de um certo aflorar emocional que é necessário para qualquer artista expor e colocar nessa arte o fruto da sua expressão, torna-se realmente fluente e desbloqueado, potencializando a virtude criadora.

Todo o nosso sistema de treino assenta nessa base, que é um pilar para alcançar os objectivos pretendidos: estabilidade, foco, concentração. Desde as mentalizações, às técnicas físicas, à realização de auto-superação e principalmente, a auto-entrega.

Rendermo-nos ao processo é vital.

Abraçarmos os resultados, é surpreendente.

Compreendermos quem somos no final de tudo, é único.

E uma vez descoberto o caminho, só temos de o seguir com firmeza e determinação.

Vamos? 🙂

 

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