Ingerir gorduras é importante!

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Mas o tipo certo de gorduras, claro!

Não, não sou nutricionista.

Mas devido à minha opção alimentar, tenho ouvido ao longo da vida imensos disparates pelo facto de ser vegetariana.

A verdade, é que sei o que comer, e como bem, acreditem.

O estereótipo do vegetariano que só come alface felizmente caiu por terra e há cada vez mais pessoas esclarecidas sobre esta opção alimentar.

Não é dieta, não é uma opção religiosa, não tem nada a ver com o facto de ser professora de yôga. Antes de o ser, já não comia carne.

É uma opção puramente saudável e ética.

No entanto, ainda dentro das opções de alimentação saudável, continua a existir uma imensidão de equívocos, e o principal é a mania de cortar radicalmente em tudo.

Bom, uma das decisões que ultimamente tenho visto entre as pessoas que me rodeiam é a tendência de eliminar completamente as gorduras.

Ora, isso está errado.

A obsessão com tudo leva aos extremos, e os extremos são sempre de evitar.

Há quem viva obcecado com a ingestão de proteínas, desconhecendo que proteínas a mais é bastante desaconselhável.

Há outros que para tudo precisam de suplementação: recordo-me de quando andei pelos EUA, entrar em qualquer loja e a obsessão que por ali já se vivia com o aditivar de tudo. Era quase impossível comprar uma garrafa de água normal. Ou tinha ómegas, ou cálcio, ou era super extra mineral da nascente Y ou vinha com sabores que eu nunca pensei existirem, e eram tudo menos naturais. E eu só queria uma garrafa de água, ou um iogurte natural…

A paranóia de que a nossa alimentação não venha suprir o que necessitamos diariamente…

Ora pensem nos nossos antepassados longínquos: aqueles bem remotos, que viviam no síndrome de luta ou fuga, que passavam épocas de privação alimentar e dependiam das estações.

Nunca houve uma abundância tão extrema como hoje.

E nunca houve tanto sedentarismo como hoje.

É óbvio que comemos demais para as nossas necessidades básicas diárias.

Ninguém anda a perseguir javalis, nem a percorrer quilómetros dias a fio à procura de abrigo, nem a passar estações de escassez!

Passamos os dias quase todos sentados, ou se estivermos de pé, não despendemos assim de tanta energia para o tanto que comemos.

Calma. Just breathe. Exageros à parte…Simplificar é sempre boa ideia.

Muitas vezes parece que ser saudável está associado a privação da comida que mais gostamos, mas na realidade uma boa nutrição é uma questão de ter consciência do que comemos e de fazer opções. Jane Sen, uma aclamada escritora e palestrante sobre alimentação e também Conselheira Nutricionista do Bristol Cancer Help Centre no Reino Unido, tem uma forma clara de tornar uma dieta saudável muito simples.

Ela faz duas perguntas chave:

«Já teve raízes no chão?»  e

«O que aconteceu ao alimento até chegar a si?»

Alimentos com raízes

Sem dúvida que os alimentos melhores e mais nutritivos são os que começaram a sua vida com raízes; estão cheios de fitoquímicos e micronutrientes que não só fornecem o nosso corpo de tudo o que necessita, como são de mais fácil digestão e absorção do que os outros elementos. O conselho de Jane é que sempre que comer, quer seja feijão com torradas, caril ou o almoço de domingo, certifique-se de que pelo menos dois terços do que tem no prato nasceu com raízes no chão. Sem dúvida que os melhores de entre eles são os chamados super-alimentos: brócolos, batata-doce, lentilhas, spirulina, chia, abacate, etc.

Se o objectivo for maximizar a quantidade de alimentos baseados em vegetais que ingere, então também será reduzir os alimentos que não têm raízes, como a carne, lacticínios, e gorduras saturadas. As últimas são normalmente de origem animal e tendem a ficar sólidas à temperatura ambiente. A ingestão de gorduras saturadas está ligada a ataques cardíacos, enfartes e vários tipos de cancro.

Deverá também evitar os óleos parcialmente hidrogenados e vegetais hidrogenados que se encontram nas margarinas sólidas e cremosas. Estas gorduras altamente processadas contêm gorduras sintéticas saturadas, conhecidas como ácidos gordos trans, que estão relacionados a doenças coronárias, como o pão, bolos, bolachas, refeições prontas e até batatas-fritas e donuts das cadeias de fast-food.

No entanto, o nosso corpo precisa mesmo de algumas gorduras para ajudar na absorção de vitaminas e para nos dar os ácidos gordos essenciais (EFAs). As gorduras polinsaturadas e monoinsaturadas agem como agente de prevenção contra ataques cardíacos e possíveis cancros também, tal como os ácidos gordos ómega-3 da linhaça, ou do óleo de linhaça.

Vamos-nos então deixar de doutrinação, dietas implacáveis e ineficazes, e vamos comer bem, melhor, com mais selectividade, e ser felizes com isso? 😉

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