Geração Mindfulness – Cap. João Teixeira

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Capitão João Teixeira, 36 anos

Piloto-Comandante na Esquadra 751 da FAP

Sabem aqueles momentos da vossa vida em que se tivessem perdido o comboio, atravessado a estrada noutra passadeira, adormecido quando o despertador não toca, tudo seria diferente?

É um desses momentos que recordo sempre com um sorriso largo quando penso no dia em que conheci o Cap. Teixeira.

Nesse dia tinha uma formação de PT, e adormeci. O despertador não tocou e, quase perdi a formação.

Quase fiquei em casa. Mas não. Pus o pé no acelerador e cheguei. Tarde mas consegui.

Havia uma cadeira vazia e sentei-me, tentando desculpar-me com um olhar resignado para o formador. Ao meu lado direito, um homem atento, muito direito na cadeira, ouvia e tirava notas.

O dia desenrolou e acabámos por trocar contactos entre formandos.

A nossa interacção na formação levou-me a pensar no Teixeira quando o destino me levou a morar na margem sul e pensei: «Bom, quem é que eu conheço deste lado que me possa ajudar como PT a expandir o meu trabalho…. ahhh! Há aqui uma Base da Força Aérea…!»

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Objectivo identificado, só faltava colocar em marcha o que havia pensado: Tentar inserir os treinos de alta-performance num contexto militar.

Ambicioso? Por certo que sim.

Mas o João fez tudo ao seu alcance para que conseguíssemos.

O resto foi uma sucessão de contactos, que originaram uma amizade e uma parceria de coaching. Entre nós sempre a simbologia desta dupla que unia a força e disciplina militares com a consciência e amplitude de conhecimento do treino de alta-performance com técnicas do yôga antigo. Era um tremendo desafio. Apesar de ser um treino forte e exigente, como encarariam os militares o yôga que, de certa forma, ainda se encontra com uma conotação de passividade?

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Sempre disposto a encarar desafios e tudo o que foge da normalidade, o Capitão Teixeira pronto a ajudar, um dia convidou-me a conhecer o lugar onde trabalhava.

Sem surpresas, logo percebi que mais do que um trabalho, pertencer à Esquadra 751 da FAP é uma missão de vida.

Quando lá chegamos, é impressionante contar no bar da Esquadra os inúmeros coletes salva-vidas de quem se perdeu e foi resgatado no mar.

O próprio Merlin EH-101 pilotado pelo João, onde são realizadas as missões, é imponente.

Para aqui trabalharem, estes homens têm de estar sempre no seu melhor.

A tripulação de «Pumas» comporta no mínimo um Piloto Comandante, Co-Piloto, Operador de Sistemas, Enfermeiro e Recuperador-Salvador.

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Não existem horas, momentos ou condições preferenciais.

A prontidão é 24 horas. O seu lema: «Para Que Outros Vivam» exibe toda a simbologia e entrega que estes militares colocam nas missões – as suas vidas ficam em suspenso para que outras prossigam.

A Esquadra 751 tem uma das missões mais nobres das Forças Armadas.

Actua no SAR – Search And Rescue, bem como nas MEDEVAC – Evacuações médicas urgentes.

Opera na segunda maior região de busca e salvamento do mundo (sendo a primeira a do Canadá).

Por meio dos inúmeros treinos que fomos realizando, enquanto o da Esquadra não acontecia, acabámos por desenvolver uma prática que, muitas vezes acontece à distância, devido aos destacamentos constantes e missões longe de casa.

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O treino de alta-performance incide particularmente no foco, atenção, força, flexibilidade, mas, o principal são as técnicas respiratórias profundas que, com o tempo, levaram a que o João fosse alcançando uma gestão emocional mais adequada às suas exigências diárias.

«Recorri ao treino porque tem uma componente de concentração e outra de preparação física muito equilibrada e agradável, permitindo que me abstraísse da “realidade” durante algum tempo. Sendo algo que não está “na moda” permite ter resultados diferenciados e inesperados para uma “aula de yôga”, sendo certo que este é um pensamento preconceituoso ou, no mínimo ignorante. Depois, a habilidade que a professora teve em conseguir adaptar as características da aula à minha personalidade fizeram a diferença!»

Este meu aluno e amigo foi, e tem sido fundamental, para quebrar ideias feitas que se difundiram sobre o yôga e quem o pratica. No fundo, quebrar estereótipos é uma missão tão nobre quanto salvar vidas.

Quando penso nestas tripulações em geral e no João em particular, vem-me sempre à ideia uma metáfora que serve como uma luva aos Pumas: voar pode ser celestial, mas pairar, como um helicóptero faz, graciosamente, é divinal. Não é para todos.

Tal como ser um militar em alta-performance.

Acompanhem as missões do João «Tex» e da Esquadra na Página Oficial da 751 no Facebook

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2 pensamentos sobre “Geração Mindfulness – Cap. João Teixeira”

  1. Muito bom sim senhora!!!! Juntos fazemos a diferença seja onde for e perto de quem for !!!! é isso que a prática nos ensina todos os dias !! a sermos melhores! Depois há o que eu acho fundamental, a força de quem pratica, o grupo, a Egrégora!!!! é assim não é?!!

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