O Ano só é Novo se tu Fores

yogalisbon

Estamos quase lá.

Naquela altura do ano em que paramos para olhar para trás.

Inevitavelmente.

Ter chegado aqui, ao final de mais uma órbita completa do nosso planeta à volta do sol, com a certeza de que tudo o que aprendeste no último ano te transformou, é razão suficiente para celebrar a vida, não?

Está oficialmente conquistado um acréscimo de 365 dias e 6 horas à tua vida.

Estás diferente.

Pensa lá bem no que conquistaste.

No que aprendeste.

Nas pessoas que conheceste.

Nas que passaram por ti e seguiram em frente também.

Os lugares que viste.

As conversas que trocaste.

As canções e poemas que aprendeste.

Os filmes que te arrepiaram.

Os livros que te adormeceram.

Os quadros que te agarraram.

Ultimamente, de cada vez que abro as redes sociais ou um órgão de comunicação social, só leio palavras negativas sobre o ano de 2016.

A verdade é que este ano é bissexto. Já sabíamos disso desde o início. Os bissextos são sempre diferentes. Destacam-se de todos os outros. Temos um dia a mais do que nos restantes. Foram os romanos que o inventaram por uma questão prática, para acertarem o horário biológico com o calendário da agricultura.

Os antigos romanos também decidiram que esse dia extra seria 29 de Fevereiro, o mês mais pequeno do ano. Sem o ano bissexto, as estações do ano não teriam datas definidas, como acontece hoje.

Também por ser mais comprido, estamos com a sensação de que nunca mais acaba.

O certo é que 2016 vai ficar para a história com a conotação de um ano estranho, duro e implacável com a maioria de nós.

Mas se pensarmos bem, a vida é feita de ciclos. Há quem mantenha a teoria de que a nossa existência individual se divide em ciclos de sete anos.

E a verdade é que olho para trás e sei bem o ciclo que comecei em 2010.

Esse foi o ano em que iniciei uma caminhada lenta, muitas vezes dura, outras gentil, rumo à pessoa que sou hoje.

Segundo essa teoria, o meu ciclo encerra agora. 2017 é o ano em que tudo se renova finalmente.

Sei disso.

Tenho a certeza.

Como? Digamos que há uma confiança no que tenho construído e decidido para mim, num futuro próximo.

Todos nós temos uma ideia de como queremos que as coisas corram.

Preferencialmente a nossa vida devia correr num plano em linha recta.

Mas a realidade é que são curvas e contracurvas de condução inesperada.

Mas, como diria o grande filósofo Agostinho da Silva, o melhor é não fazermos muitos planos para a vida, para não estragarmos os planos que a vida tem para nós.

Independentemente das intuições, do sentimento geral dos que nos rodeiam, do que racionalmente sabemos ser, sem qualquer sombra de dúvidas o caminho a seguir, temos de deixar sempre um lugar para o inesperado.

É aí que começamos a viver. Verdadeiramente.

Sem rede. Sem julgamentos.

É mais um ano! Mais uma órbita!

E ela é como uma mulher bonita em que, chegando ao fim da noite, apenas espera por um sinal.

Podemos sentar e vê-la dançar com outros.

Ou levantar e convidá-la para dançar.

Feliz 2017 a todos!!

Foto: Raquel Perdigão

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