Pára tudo

“After all, where should we all go?
To the Left where nothing’s Right?
Or to the Right where nothing’s Left?”

milao

Ontem quando o João me enviou esta fotografia, como que a dizer que anda em missão, mas a prática está sempre presente, a minha primeira reacção foi pensar, «aaah que pena tanta gente à frente, a tirar a atenção na imagem do principal».

Mas depois olhei com mais atenção e vi.

A carga simbólica que esta imagem tem.

Reparem na desatenção de todos.

Uma Galeria lindíssima, rodeada de arte, luz, arejada, a convidar a parar um pouco.

E na realidade as pessoas estão distraídas. Ele ali no meio e ninguém o vê!

Ninguém olha para ninguém.

Agarradas aos smartphones as pessoas tentam guardar uma imagem de algo que nem sequer viveram ou viram direito, por estarem desatentas. Ausentes.

Ao centro, o João firme. O Mundo passa-lhe a 300 à hora num ápice e ele nem pestaneja. Numa variação de ásana que nunca o tinha visto fazer. As marcas luxuosas assinaladas nas laterais e a simplicidade dele ao centro. Esmagadora, eclipsa tudo o resto.

Forte, firme, com uma leveza que salta à vista.

O sangue que lhe corre nas veias ouve-se por dentro, lateja-lhe nos ouvidos e na alma.

Ele não hesitou, e fez.

Eu parei e vi.

Que temos de parar. É urgente.

Se não o fizermos a vida passa por nós e não vimos nada, não sentimos nada, mas registámos tudo para memória futura.

E vocês, veem?

Obrigada, João.

Fotografia: Capitão João Teixeira, em niralamba mayúrásana, na Itália

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